Natural

Assim como as inovações tecnológicas, as descobertas científicas e o aumento do consumo alcançam ritmo acelerado, a destruição do Planeta atingiu uma velocidade asfixiante. É hora de pisar no freio e reverter o ambiente caótico gerado por atividades humanas que estão destruindo diversos ambientes, colocando em risco o clima do mundo e ameaçando a biodiversidade de nossas espécies. Os fatores que mais colaboram para a destruição da Terra são o uso de carvão e de derivados de petróleo empregados para alimentar a indústria, a pecuária praticada de forma equivocada, a produção agrícola mal ordenada, os resíduos industriais e esgotos despejados nas águas dos mares e dos rios e, principalmente, a insistência nas queimadas e nos desmatamentos. Dentro desse contexto, mais uma vez, é fundamental a mudança substancial de comportamento de cada um e de toda sociedade.

No Brasil, são justamente as queimadas e os desmatamentos os principais vilões ambientais. A floresta Amazônica representa um terço das florestas tropicais do mundo e abriga praticamente a metade da biodiversidade do planeta. Mesmo assim, o ritmo de desmatamento é de 217 hectares por hora. Situação tão grave enfrentam também a Mata Atlântica e o Cerrado, reconhecidos como hotspots (áreas prioritárias de conservação mundial). A Mata Atlântica, farta em biodiversidade, é formada por diversos ecossistemas que interagem, como florestas, mangues e rios, abrigando uma quantidade extraordinária de espécies endêmicas, que são animais e plantas que só ocorrem naquele local específico.

Apesar da importância desses ambientes naturais, atualmente restam somente cerca de 7% de cobertura original da Floresta Atlântica, enquanto no Cerrado quase 80% de sua área foi completamente destruída ou totalmente alterada, condenando a diversidade biológica. Um dos impactos do desmatamento é provocar a fragmentação da cobertura vegetal, causando o isolamento de áreas que anteriormente se comunicavam e garantiam o fluxo de suas espécies, essas que estão desaparecendo ou correndo sério risco de extinção. A fim de reverter esse quadro, surgiu o conceito dos corredores de biodiversidade, que são formas de gestão sustentável do território (ou da paisagem) integrada às redes de unidades de conservação, como os parques, reservas biológicas e reservas privadas, onde é feito um planejamento integrado das ações de preservação com o objetivo de reconectar fragmentos de hábitats e garantir a sobrevivência das espécies e o equilíbrio dos ecossistemas.

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