Águas

                                                                                       

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Água Doce

Por muito tempo acreditou-se que a água era um recurso inesgotável, contando com mananciais fartos e renováveis. Hoje, a realidade que enfrentamos é outra. Estamos diante da escassez e de conflitos por abastecimento em diferentes lugares do mundo. Alguns países da África, do Oriente Médio e da Europa já não têm esse recurso fundamental para atividades humanas e para a vida de uma forma geral.

A falta de água traz como efeito a seca dos mananciais, do clima, do solo, além da seca social, tornando-se um fator limitante para o desenvolvimento regional e acentuando as desigualdades. A falta de água impede o saneamento básico e promove a difusão cada vez maior de doenças. Os principais inimigos da água são a agricultura, a pecuária, o esgoto, o crescimento industrial, a contaminação por resíduos em decorrência dessas atividades e o lixo, somados ao consumo exagerado nos grandes centros urbanos. 

Além desses fatores, o desmatamento e as queimadas prejudicam ou acabam com as nascentes e afetam o curso da água. No mesmo ritmo, a destruição das matas ciliares destrói a proteção dos rios e lagos, afetando em cheio a qualidade da água. Por outro lado, há insuficiência de políticas de planejamento integrado para tratar o assunto. Reunindo esses diversos fatores, percebemos que o problema da água não é uma questão isolada, mas o resultado de uma série de desequilíbrios ambientais, sociais e econômicos. 

Água salgada 

Somando todo o mundo, metade da população mundial habita as áreas costeiras dos oceanos e mares. Muitos países dependem essencialmente dessas águas, que são responsáveis por diversas atividades de grande valor e importância. Entretanto, a vulnerabilidade desse patrimônio sócio-ambiental está ameaçada pela falta de planejamento para a ocupação e para o desenvolvimento sócio-econômico. 

A pesca é uma atividade que sustenta cerca de 400 milhões de pessoas. Além da pesca, a agricultura marinha vem assumindo papel importante no mercado, ao mesmo tempo em que a indústria do turismo é o setor que cresce com maior rapidez. As diferentes atividades realizadas nos oceanos, costas e ilhas provocam uma pressão cada vez maior, ameaçando os ecossistemas costeiros e marinhos, que têm seus recursos explorados em um nível excessivo. 

Todos esses fatores, somados à poluição e a acidentes ecológicos, como derramamento de óleo, além de colocar em risco a sustentabilidade social e econômica, atinge gravemente a biodiversidade marinha, que é a mais expressiva de todos os ambientes. A degradação acelerada que sofrem os oceanos está dizimando espécies e ecossistemas dos quais a humanidade nem chegou a tomar conhecimento, os mesmos que poderiam significar avanços para a nossa própria vida. A perda sistemática dessa biodiversidade coloca em sério risco o equilíbrio ambiental do planeta, podendo provocar conseqüências desastrosas. 

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